O crédito e as expressivas variações dos juros
Entre sonhos e horrores econômicos
As taxas de juros se encontram em patamares elevados no país, seja pelo baixo volume de crédito disponível, que representa hoje 44,9% do PIB, quando a média internacional passa de 100%, seja pelos custos que incidam sobre as taxas. Mas o crescimento do volume de crédito tenderá a se acentuar nos próximos meses e anos por causa do crescimento econômico.
Por isso, saber utilizar o crédito disponível é uma questão fundamental para o consumidor organizar as suas finanças pessoais, explica nosso âncora Miguel Ribeiro de Oliveira, que elencou uma série de dicas para que os seus sonhos não se transformem em horrores econômicos tão comuns em nossos dias.
Tendo em vista existirem expressivas variações entre as taxas de juros nas diversas instituições financeiras, recomendamos:
• Quando da contratação de um financiamento, pesquise sempre a taxa de juros e demais acréscimos;
• Evite comprometer demasiadamente seu orçamento com dívidas;
• Evite empréstimos de longo prazo que embutem custos maiores;
• Evite entrar no rotativo do cartão de crédito e do cheque especial que possuem as maiores taxas de juros;
• O cheque especial não é renda e deve ser utilizado por um período curto e emergencial. Se tiver necessidade de usar este limite por um período maior, procure a sua instituição financeira e faça um empréstimo pessoal (que tem custos menores) para liquidar o cheque especial;
• Existem linhas de crédito mais baratas como o micro crédito que tem taxa de 2,00% ao mês, penhor de jóias da Caixa Econômica Federal e do crédito consignado com desconto em folha. Assim, caso necessite de crédito, veja a possibilidade destes empréstimos mais baratos;
• Salientamos que a linha de crédito consignado com desconto em folha de pagamento/benefício do INSS já atinge hoje mais de R$ 105 bilhões, correspondente a 59,4% do total do crédito pessoal.
• Necessitando de crédito para pagar uma dívida e não tendo condições de fazê-lo, não deixe suas dívidas crescerem mais por conta dos juros de mora e multas. Procure o credor de sua dívida e proponha uma renegociação do prazo e das taxas de juros em uma condição que consiga cumprir;
• Se possível adie suas compras para juntar o dinheiro e comprar à vista, evitando os juros. Entretanto, caso não seja possível, pesquise muito, barganhe e compre nos menores prazos possíveis (quanto menor o prazo menor a incidência de juros).
• Resumindo, use o crédito com moderação e conscientemente.
• Como diz a campanha sobre uso consciente do crédito de uma grande instituição financeira: “O crédito foi feito para você realizar seus sonhos, não para tirar seu sono”.
Conheça os custos da taxa de um empréstimo.
Os bancos expandem o crédito, mas é preciso saber usá-lo.
Destacamos que as taxas de juros são livres e elas são estipuladas pela própria instituição financeira. Não existindo assim qualquer controle de preços ou tetos pelos valores cobrados. A única obrigatoriedade que a instituição financeira tem é informar ao cliente quais as taxas que lhe serão cobradas, caso recorra a qualquer tipo de crédito.
O crédito é o motor do desenvolvimento econômico. Saber usá-lo de forma correta é um desafio permanente para o consumidor.
Veja análise do nosso âncora Miguel Ribeiro de Oliveira.
O sistema financeiro vêm expandindo cada vez mais o crédito às empresas e às pessoas físicas, contribuindo assim com o desenvolvimento econômico. Este aumento do volume de crédito tenderá a se acentuar em virtude do crescimento econômico.
Com crédito, os mercados se desenvolvem, as empresas investem, ampliam suas vendas, geram empregos e as pessoas antecipam a realização de seus sonhos.
Assim com o crescimento do crédito é preciso que você saiba como usá-lo para melhorar a sua vida sem gerar problemas, motivo pelo qual fazemos de forma permanente uma série de recomendações para que aprenda a planejar e a organizar as suas finanças pessoais.
Como referência, vale registrar que quando o consumidor faz um empréstimo, esta taxa é composta de:
Custo de captação do banco (Quanto o banco paga pelo dinheiro que paga a seus aplicadores ou custo de oportunidade). A referência é a taxa Selic;
Cunha fiscal – Compreende os impostos da intermediação financeira mais os compulsórios (dinheiro dos depósitos que os bancos deixam no Banco Central sem poderem emprestar);
Despesas administrativas – Custos dos processos do banco (funcionários, agências);
Risco – Custo da inadimplência dos empréstimos (parte dos empréstimos não são pagos ou demoram para serem recebidos o que embute um risco à instituição);
Margem líquida da instituição – lucro do banco ou depois de todos os itens acima quanto efetivamente sobra para a instituição financeira.
Destacamos que as taxas de juros são livres e elas são estipuladas pela própria instituição financeira não existindo assim qualquer controle de preços ou tetos pelos valores cobrados. A única obrigatoriedade que a instituição financeira tem é informar ao cliente quais as taxas que lhe serão cobradas caso recorra a qualquer tipo de crédito.