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Consórcios alcançam quase 2 milhões de cotas vendidas e pouco mais de R$83 bilhões em dez meses

Em outubro, adesões totalizaram o segundo melhor volume mensal do ano


"A continuidade registrada nos negócios, tanto nas vendas como nos créditos comercializados, confirma que o consumidor está cada vez mais consciente sobre a essência da educação financeira”, diz Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC.

O Sistema de Consórcios manteve o ritmo de vendas registrado durante o ano ao atingir 1,97 milhão de novas cotas comercializadas, de janeiro a outubro, apontando um crescimento de 8,2% sobre o acumulado (1,82 milhão) no mesmo período em 2016.

Os negócios decorrentes desse volume apresentaram total de R$ 83,28 bilhões (jan-out/2017) em créditos comercializados, 27,8% superior aos R$ 65,15 bilhões (jan-out/2016) anteriores. Também o tíquete médio mensal avançou: foram 17,3% de alta na relação R$ 37,6 mil (out/2016) para R$ 44,1 mil (out/2017).

Ao ficar com o segundo melhor total de adesões mensais do ano em outubro, 220,2 mil cotas somando todos os setores onde o mecanismo está presente, a modalidade confirmou sua importância junto ao público consumidor que planeja aquisição de bens ou contratação de serviços e bem administra suas finanças pessoais.

Os resultados de outubro apresentaram expressivas performances setoriais: 105 mil novas cotas vendidas de veículos leves, 75 mil de motos, 30 mil de imóveis, 5,2 de veículos pesados, 3 mil de serviços e 2 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.

"A continuidade registrada nos negócios, tanto nas vendas como nos créditos comercializados, confirma que o consumidor está cada vez mais consciente sobre a essência da educação financeira, especialmente quando opta por aderir a um grupo de consórcio, um compromisso de longo prazo", diz Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. "Na pesquisa feita pela QuorumBrasil por solicitação da ABAC, observou-se que, no critério de escolha dos consorciados ativos, a maior razão apontada para adesão foi o valor da parcela, com 38,3%, dado que ratifica a responsabilidade no cumprimento do pagamento de suas prestações".


Contemplações superam um milhão

Paralelamente, o indicador de contemplações apresentou retração. De janeiro a outubro, o acumulado de consorciados contemplados ultrapassou um milhão ao chegar aos 1,013 milhão, 5,8% menor que os 1,075 milhão do mesmo período de doze meses antes. Os créditos concedidos correspondentes mostraram estabilidade entre os valores assinalados em 2017 e 2016, próximos aos R$ 33 bilhões.

Mesmo com o crescimento das vendas, o número de consorciados ativos registrou redução de 1,7%. Enquanto em outubro de 2016 eram 6,98 milhões, no mesmo mês deste ano totalizavam 6,86 milhões.

No décimo mês de 2017, as somatórias das vendas de novas cotas apresentaram alta em cinco dos seis setores, quando comparadas com as do ano anterior. O maior percentual de crescimento aconteceu no setor de serviços, com alta de 88%. Na sequência vieram: eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis com 46,3%; imóveis com 32,4%; veículos pesados com 13,3%; e veículos leves com 10,5%. No setor de motocicletas e motonetas houve retração e ficou em - 3,3%.

"Está claro que os vários indicadores do Sistema que anotaram recuperação, a partir de maio do ano passado, vêm apresentando crescimento consolidado, mês após mês. Poderíamos destacar o relativo a créditos concedidos para compra de bens ou contratação de serviços com mais de um milhão de contemplados e créditos concedidos por volta dos R$ 33 bilhões. O aporte desses valores na economia contribui na reativação dos negócios nos segmentos da cadeia produtiva", complementa Rossi.


Crescimento em outubro

O total de R$ 9,71 bilhões em créditos comercializados em outubro deste ano foi 17,3% superior aos R$ 8,28 bilhões do mesmo mês do ano anterior. Entre o volume alcançado em janeiro e o de outubro, o avanço foi de 50,1% sobre os R$ 6,47 bilhões iniciais. No mesmo intervalo de tempo do ano passado, o cenário também foi de alta. Houve evolução de 46%, se comparados os R$ 8,28 bilhões de outubro aos R$ 5,67 bilhões totalizados em janeiro.


Em outubro, as adesões assinalaram boas performances. As 220,2 mil novas vendas, segundo maior volume mensal do ano, proporcionaram um aumento na média dos dez primeiros meses para 197 mil, 7,9% mais que a de 182,5 mil obtida no mesmo período do ano passado, confirmando a crescente procura pela modalidade.


O tíquete médio mensal, indicador que registra os valores contratados pelos consorciados quando da adesão, também anotou alta de 19,8% ao saltar de R$ 36,8 mil em janeiro deste ano para R$ 44,1 mil em outubro último. No ano passado, a evolução foi de R$ 33,6 mil (janeiro) para R$ 37,6 mil (outubro), com aumento de 11,9%.

A diferença verificada entre os valores registrados no décimo mês de cada período apontou crescimento, com o de 2017 R$ 6,5 mil maior que o de 2016.


Otimismo também para 2018

Completados dez meses de 2017 e faltando apenas dois meses para o final do ano, os indicadores econômicos reforçam a gradativa recuperação da economia brasileira. A divulgação do menor índice do ano de desemprego, relativa ao trimestre findo em outubro,12,2%, aliado a baixa inflação deste ano, que deverá fechar dentro do centro da meta, bem como a perspectiva de cenário de estabilização inflacionária para o próximo ano, permite projetar, mesmo que de forma conservadora, crescimento para o Sistema de Consórcios em 2017 e também para 2018.

Trata-se de um panorama que considera os primeiros resultados positivos gerados pelas políticas macroeconômicas e pelas possíveis reformas, cujos desdobramentos podem ser exemplificados pela adoção de terceiro turno em diversos segmentos industriais e até, em alguns deles, com realização de horas extras.

Recente pesquisa mensal sobre perspectivas para 2018, feita pela QuorumBrasil com mais de 1.000 entrevistados em quatro capitais no país (Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo), apontou que o ano de 2017 não derrubou o ânimo do brasileiro em relação às suas possibilidades de construir um futuro melhor.

Os entrevistados estão confiantes e esperam que os governos, local ou federal, colaborem com ações que mantenham o crescimento econômico, o controle inflacionário e a retomada do emprego. No último trimestre houve uma combinação positiva de notícias desse tripé e gerou a expectativa positiva no contexto geral do país e no pessoal.


Fonte: QuorumBrasil - Percentuais arredondados

Com relação à maior expectativa, 63% do total da amostra colocam o ’emprego’ como o tema mais relevante para 2018.

Depois da forte crise vivenciada entre 2014 e 2016, os setores industrial e comercial vêm conseguindo manter bons resultados este ano. Isso apenas reforça uma melhoria no desempenho que ainda deixa a desejar. Os primeiros informes estão na retomada dos empregos, que havia se comportado como uma verdadeira cascata de perdas de postos de trabalho no setor, mas que agora se tornou uma das alavancas do aumento do número de ocupados.

De forma objetiva e resumida, os entrevistados disseram que 2017 foi um ano difícil, com notícias pesadas e momentos complicados, destacando que as pessoas estão cansadas e buscam em suas cinco prioridades uma melhor qualidade de vida, cuidando mais de si, física ou emocionalmente. Com respostas múltiplas as cinco mais mencionadas foram: viajar, cuidar mais da saúde, ser mais feliz, ficar mais com a família e emagrecer.

Como destaque final, a sondagem revelou que a imagem de um país e um povo feliz, muito explorada no passado e apagada nos últimos tempos, passou a ser um desejo para 2018.

"Ao observarmos a inflação se reduzindo e sob controle, comércio e indústria se recuperando, a perspectiva de crescimento da economia continua otimista. Com o consumidor sinalizando comportamento positivo para as compras de final de ano e planejamento para fazer novos investimentos em razão da volta dos empregos formais e informais, tudo implica em renda preservada. Certamente, ocorrerão mais oportunidades como aquelas citadas pelo levantamento da QuorumBrasil. A utilização de eventuais saldos no orçamento mensal permitirá, por exemplo, realizar desejos como aquisição de um novo carro (29%) ou de um imóvel (comprar um imóvel [28%] e comprar uma casa [31%] que somados representam 59%), possivelmente via consórcio", destaca Rossi, "isso considerando não ocorrer nenhum fato novo significativo de ordem político-econômica nos próximos meses".

30.12.17 16:06

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