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Adesões no segundo semestre foram 24,5% maiores que no primeiro

Consumidor alterna seu comportamento de um semestre para outro em 2016

Perspectivas para 2017 revelam expectativa positiva, mas conservadora para o Sistema de Consórcios


"Com a propagação cada vez maior dos conceitos de cidadania financeira, o consórcio deverá continuar permeando a vida financeira das pessoas, famílias e empresas, possibilitando a concretização de metas atuais e futuras", sintetiza Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC.

Depois de um 2016 marcado por retrações em diversas atividades econômicas, o Sistema de Consórcios fechou o ano com situações distintas nos dois semestres. Ao contabilizar resultados em patamar abaixo dos níveis de 2015, observou-se trajetória diversa dos consumidores quanto às adesões. No segundo semestre, foram comercializadas 1,27 milhão de novas cotas, 24,5% mais do que nos seis primeiros meses, que somaram 1,02 milhão.


Os destaques que marcaram o ano, nesse diferencial, foram os crescimentos das adesões do consórcio de serviços com 58,6%, seguidos por veículos leves que aumentaram 55,7%, veículos pesados com 41%, eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis com 14,5% e imóveis com 13,5%. Somente o setor de motocicletas mostrou redução de 4%.


Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, "verificou-se um comportamento diferente do consumidor de um semestre para outro. Apesar da retração financeira, ficou evidenciada a confiança no Sistema. Também, o maior conhecimento das características da educação financeira, na qual os consórcios fazem parte, e a certeza de que planejar por meio de uma poupança com objetivo definido pode ser o melhor caminho para adquirir propriedades, veículos e outros bens de consumo ou mesmo contratar serviços, sempre de forma responsável".

Com o acumulado das vendas no ano ficando 5% inferior ao de 2015, com queda de 2,40 milhões para 2,28 milhões, o Sistema de Consórcios praticamente manteve o número de consorciados ativos. Ao registrar 2,7% de retração, o total, que estava há um ano em 7,17 milhões, chegou aos 6,98 milhões, em dezembro último.

A somatória das contemplações, nos doze meses de 2016, que atingiu 1,28 milhão, foi 9,2% menor que as 1,41 milhão, em iguais meses de 2015.

O total de negócios no segmento anotou R$ 83,87 bilhões em créditos comercializados de janeiro a dezembro do ano passado, 6,4% menor que os R$ 89,61 bilhões de 2015. Também nos créditos concedidos, houve queda de 3,7%, reduzindo-se de R$ 40,94 bilhões (jan-dez/2015) para R$ 39,42 bilhões (jan-dez/2016).

Vendas em 2016 versus de 2015

Também na comparação das somas das vendas de novas cotas no segundo semestre de 2016 versus de 2015, houve crescimento de 2,4%. Em 2015, havia 1,24 milhão e em 2016 chegou a 1,27 milhão. Uma das razões desse aumento foi o recorde de vendas do ano ocorrido em dezembro, com 236,5 mil adesões.


"Apesar das dificuldades experimentadas no país nos últimos anos, os dados positivos apontados em 2016 revelaram que os consumidores estão muito mais conscientes e buscando informações sobre os conceitos e a aplicação da essência da cidadania financeira no seu dia a dia. Além disso, a crise os deixou mais atentos às finanças pessoais e ao planejamento do futuro", completa Rossi.

Campanha sobre compra colaborativa reforça conscientização

Para expandir os conhecimentos sobre cidadania financeira, a ABAC lançou recentemente sua nova campanha institucional "Consórcio, compra colaborativa".

Totalmente digital, a nova campanha moderniza o tradicional conceito de consórcio, relacionando-o ao atualíssimo modelo de negócio que vem quebrando paradigmas e ganhando cada vez mais adeptos no Brasil e no mundo: a economia colaborativa.

Ao alinhar o consórcio à tendência de colaboração, a nova campanha ressalta que "juntos, podemos realizar". Para tanto, conta com um visual descontraído e uma linguagem simples e direta para mostrar aos mais diversos públicos os benefícios de "consorciar" seus sonhos.

Perspectivas para 2017 são positivas, mas conservadoras

Análises feitas pela assessoria econômica da ABAC, perante as administradoras associadas, projetam confiança para o ano que se inicia, mas novamente com muitos desafios.

Enquanto observamos anúncios de safra recorde, projeção de crescimento de até 1% para o PIB, baixa gradativa da inflação, redução da taxa Selic, bem como perspectivas de ligeira alta em alguns setores industriais, a ABAC, ao adotar postura conservadora, espera repetir os resultados obtidos em 2016.

Nesses estudos levou-se em conta, por exemplo, resultados de pesquisas que mostram um país com 40% de pessoas com dificuldades em lidar com finanças, bem como outros 40% que "se lembram de ter ouvido alguma coisa" sobre educação financeira, dois índices que mostram interesse e continuidade em saber mais sobre o assunto. Em paralelo, considerou ainda que 58,7% das famílias brasileiras em 2016 estavam endividadas, porém em declínio, visto que um ano antes esse índice era de 61,1%. Também considerou aspectos comportamentais como insegurança do consumidor no emprego e restrições à concessão de crédito para assumir novos compromissos financeiros de médio e longo prazos.

Por essas razões, ao vivenciar um cenário político-econômico ainda indefinido, o presidente executivo da entidade entende que "é possível extrair várias conclusões, como a de que a crise vem trazendo lições cujo resultado tem sido, por exemplo, a gradativa redução do número de endividados nos últimos anos. E que o número de pessoas informadas ou que têm percepção sobre finanças, ao se disseminar, gere expectativas positivas".

A entidade acredita que a prática da essência da educação financeira, na qual o consórcio se insere, possa trazer a repetição dos resultados alcançados pelo Sistema de Consórcios em 2016, em paralelo com o reaquecimento lento e gradual da atividade econômica.

Os consórcios enfrentaram várias crises econômicas ao longo dos mais de 50 anos de existência e assim mesmo vêm ocupando espaço cada vez maior na vida do consumidor. A modalidade é adequada para aqueles que entendem a importância de poupar com objetivo definido e garantir um futuro melhor.

"Com a propagação cada vez maior dos conceitos de cidadania financeira, o consórcio deverá continuar permeando a vida financeira das pessoas, famílias e empresas, possibilitando a concretização de metas atuais e futuras", sintetiza Rossi.

15.02.17 09:48

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