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Rumo à casa própria: cresce o número de contemplados no consórcio de imóveis

Pesquisa mostra um novo perfil


Para o presidente executivo da ABAC, Paulo Roberto Rossi, "a mudança de perfil de utilização dos créditos nos consórcios de imóveis está diretamente ligada ao estágio da crise econômica que estamos vivenciando desde 2014”.

Pesquisa também mostra que casa de veraneio, reformas, construção e aquisição de terrenos são outros objetivos bastante procurados

Com uma história de pouco mais de 25 anos, o consórcio de imóveis tem se caracterizado pela concretização de um dos maiores objetivos do consumidor brasileiro: a casa própria. Nesse período, milhares de consorciados foram contemplados e adquiriram seus imóveis próprios de forma econômica e planejada.

A flexibilidade na escolha, quando da contemplação, é uma das características da modalidade que permite que outros tipos de bens imóveis se tornem realizações pessoais, familiares e até empresariais, como terrenos, reformas, construção, na planta, comerciais, além de casas de veraneio no litoral ou no interior, como sítios e chácaras.

Recente levantamento feito pela assessoria econômica da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, perante as administradoras que atuam no setor imobiliário, mostrou um novo perfil de utilização de crédito para aquisição de imóveis. Enquanto há pouco mais de dois anos (agosto de 2014) os negócios com residências urbanas eram de 62,8%, em outubro último o porcentual registrou aumento e chegou aos 71,1%.

Para o presidente executivo da ABAC, Paulo Roberto Rossi, "a mudança de perfil de utilização dos créditos nos consórcios de imóveis está diretamente ligada ao estágio da crise econômica que estamos vivenciando desde 2014. Da maior adesão às contemplações ocorridas no período, o principal objetivo tem sido a casa própria, algo natural decorrente do sentimento desejado de construção, ampliação de patrimônio e, consequentemente, segurança pessoal ou familiar".

Também nos demais usos ocorreram variações. Terrenos, por exemplo, diminuíram de 15,3% (ago/2014) para 10,8% (out/2016). As aquisições "na planta" apresentaram retração de 1,7% (ago/2014) para 0,3% (out/2016). Já em casas de veraneio, houve mais que o dobro de participação: antes era 0,7% (ago/2014) e agora chegou a 1,7% (out/2016).

Reformas de grande monta ou construção registraram redução de 13,5% (ago/2014) para 10,9% (out/2016). Nos imóveis destinados a uso comercial, a alteração foi de 6% (ago/2014) para 3,5% (out/2016). Aconteceram ainda outros tipos de negócios, nos quais poderiam ser incluídos: glebas para condomínios verticais ou horizontais, participações parciais, compras compartilhadas, que totalizaram 1,7%.



"Observa-se também que os chamados imóveis de veraneio mais que duplicaram suas participações" diz Rossi. "E a razão é simples: a formação ou ampliação de patrimônio é mais um fator de tranquilidade que o consórcio proporciona", complementa.

Do total pesquisado, 87,1% eram compostos de pessoas físicas e 12,9% de pessoas jurídicas. Foi apurado ainda que apenas 3% dos contemplados adquiriram um segundo imóvel. "Nesse caso, é possível notar que já há pessoas utilizando o mecanismo como alternativa para aposentadoria, uma opção que possibilita um futuro melhor, paralelamente à previdência pública ou privada. A chamada "aposentadoria imobiliária" possibilita acrescer rendimentos pessoais com tranquilidade e segurança na terceira idade", explica o presidente executivo da ABAC.

Crescimento do setor

No período de dezembro de 2005 a 2015, o crescimento do número de participantes ativos atingiu 153,9%, saltando de 317,1 mil para 805 mil. Se for considerada a relação entre o volume de dezembro de 2005 até outubro deste ano, o aumento foi de 147,2%, faltando ainda dois meses para encerrar 2016.


Em paralelo, houve alta também nos acumulados anuais de consorciados contemplados. De 2005 a 2015, as contemplações mais que dobraram. Saltaram de 33,8 mil para 71 mil, com aumento de 110,1%. Em análise incluindo a soma dos dez primeiros meses de 2016, a relação também é positiva em 76,9%, partindo dos mesmos 33,8 mil (2005) para os atuais 59,8 mil (jan-out/2016).


"O consórcio, por ser uma modalidade de autofinanciamento, permite que os consumidores planejem a compra de seu imóvel com prazos longos de pagamento, baixo custo e prestações que cabem em seu orçamento. Além de possibilitar a formação ou ampliação de patrimônio pela população, contribui para impulsionar os negócios dos demais elos da cadeia produtiva imobiliária, como construtoras e imobiliárias", segundo Rossi.

FGTS no consórcio de imóveis

Os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) têm sido utilizados de várias formas nos consórcios de imóveis. Além de servir para ofertar lance ou complementar o valor da carta de crédito para aquisição de imóvel residencial, a partir da entrada em vigor da Lei 12.058/2009 a utilização foi ampliada para os consorciados-trabalhadores contemplados e de posse do imóvel, que desde então podem amortizar, liquidar saldo devedor e ainda pagar parte das prestações. Vale relembrar que estes benefícios devem respeitar as regras do Conselho Curador.

Desde a liberação, iniciada efetivamente em março de 2010, mais de 23 mil trabalhadores-consorciados já transferiram parte ou o total de sua conta no FGTS. Só este ano, de janeiro a outubro, 2.617 consorciados utilizaram mais de R$ 97 milhões.


Fonte: Gepas

Sete milhões de participantes

Em outubro, o Sistema de Consórcios contabilizou 7 milhões de consorciados ativos, incluindo veículos automotores, imóveis, eletroeletrônicos e outros bens duráveis, além de serviços.

Nos dez primeiros meses deste ano, os consórcios acumulavam 1,82 milhão de adesões e 1,08 milhão de contemplados. O total de créditos comercializados com as novas cotas, nesse período, chegou a R$ 65,15 bilhões, enquanto o volume de créditos disponibilizados ao mercado pelas contemplações somou R$ 32,82 bilhões.

23.12.16 16:09

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